Together We Protect – Zoomarine

tartaruga marinha no porto d'abrigo no zoomarine

Não vem de férias, mas digamos-lhe “groetjes”, com pronuncia de tartaruga marinha!

A verdade é que não fala… E se falasse, não teria pronúncia holandesa. É igualmente verdade que é uma tartaruga marinha – mas não deveria chegar-nos da Holanda. E também é notório que, por vezes, a verdade é algo mais estranho que a ficção. E é por isso mesmo que, nesta segunda-feira, uma tartaruga marinha com pouco mais 3 quilos viajará desde o Zoo de Roterdão, na Holanda, até ao Zoomarine, em Albufeira,de modo a terminar a sua reabilitação e ser devolvida ao Oceano Atlântico, ao largo de Portimão.

A história desta viajante de carapaça começou bastante antes – mas foi apenas a 11 de Janeiro de 2015, em The Hague, que os humanos começaram a ter dela alguma noção. Foi nesta data que a tartaruga, ainda sem nome, arrojou nas costas holandesas e, muito provavelmente pela primeira vez na vida, se deparou com humanos. Foi nessa data que deixou de ser mais uma tartaruga marinha anónima e solitária e passou a partilhar momentos e refeições com a espécie que mais a preda: a nossa espécie!

Na altura, este quelónio marinho tinha apenas 2,1 quilogramas e decerto, uma longa história para contar – porque é muito incomum tartarugas marinhas arrojarem tão a norte e, certamente, em países com águas tão frias.

No entanto, “no meio de tanto azar”, este réptil marinho teve sorte – porque ainda são muita as tartarugas marinhas Caretta carreta, a tartaruga-comum, (uma das sete espécies que ainda habitam os oceanos deste planeta) que arrojam (ou ficam presas em redes e linhas de pesca) sem que um humano delas tenha noção ou, mais importante ainda, as possa ajudar – ajuda essa que volta a ser intensa e internacional. 

Entretanto, como no Verão há sempre espaço para (mais) uma boa tradição, a TAPCARGO volta a associar-se a esta acção de Conservação da Natureza e, à semelhança de 2011 (tartaruga Vasco da Gama) e 2014 (foca Ludo), oferecerá o transporte da tartaruga marinha desde Roterdão até Faro.

Assim, e uma vez mais, a história volta a ter um final feliz: o devido regresso ao Atlântico, numa cooperação também repetida com a Marinha Portuguesa. Mas, até lá,há uma viagem de alguns milhares de quilómetros a fazer, um período de aclimatação no Porto d’Abrigo do Zoomarine [centro de reabilitação para espécimes aquáticos] e,claro, uma magnífica alimentação lusitana baseada em peixe, camarões e lulas. Porque até as tartarugas com “pronúncia Holandesa” gostam de se alimentar bem!

 

 

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